O primeiro trabalho que li da Carolina Munhoz foi o conto “
Fui uma boa menina “, disponibilizado pela Amazon como um presente de natal
para os leitores. Nunca tinha lido nada do gênero, mas gostei bastante da
escrita dela, então pesquisei os livros já publicados e para variar, foram
parar na minha wishlist. Depois de alguns anos na lista, resolvi ler O inverno
das Fadas. Não vou me aprofundar muito nas características do livro como gramatura,
cor das páginas e essas coisas pois a leitura foi feita com leitor digital. Em contrapartida,
tenho algumas coisas bem interessantes (a meu ver) para dividir com vocês.
“Cada um recebe o fardo que merece. Ou melhor, aguenta.”
O inverno das fadas conta a história da Sophia Coldheart,
uma Leanan Sidhe. Conhecidas como “fadas amantes”, as Leanans se alimentam da energia
de suas presas e tem o poder de seduzir e influenciar todo o tipo de artistas,
servindo como musas para humanos talentosos, inspirando-os a deixarem suas
marcas no mundo, levando – os do estrelato à loucura. Isso porque, enquanto a
magia da sedução acontece, conforme o artista desenvolve seu trabalho, sua
energia e vitalidade são sugadas pela fada, resultando em loucura e morte.
Atores, escritores, cantores.... Inúmeros artistas passaram
pela vida de Sophia. Todos conseguiram seu lugar ao sol, mas acabaram com o
mesmo destino: suicídio. Ao longo da história, acompanhamos as
lembranças que a Leanan tem de todas as celebridades que seduziu e conhecemos
os sentimentos que ela guarda com relação às marcas que carrega em seu corpo,
referente a todas as mortes que causou.
Uma marca para cada alma atormentada. A próxima deveria
representar William. Um jovem escritor de um condado da Inglaterra, prestas a
realizar um sonho: publicar um livro. O que era para ser apenas mais um
processo de sedução acabou se tornando um grande dilema na cabeça de Sophia.
Seria possível encontrar um humano que resistisse ao encanto de uma Leanan Sidhe?
Ela seria capaz de deixar para trás sua natureza para protege-lo? Amá-lo?
Se tem uma coisa que Sophia sabe muito bem, é que as fadas
de sua natureza não tem a permissão para amar. A garota cresceu aprendendo com
o exemplo dos pais, uma Leanan Sidhe que se apaixonou perdidamente por um elfo.
Um amor condenado desde o início. O pai morreu pelo efeito da magia, a mãe não
suportou a tristeza e se foi pouco tempo depois, deixando Sophia sob os
cuidados do avô Arawn, governador de Annwn.
Mas mesmo sabendo de tudo isso, mesmo sabendo que William
desperta uma curiosidade fora do comum, Sophia resolve atender aos chamados
dele e vai a seu encontro na noite de Samhaim, dia das bruxas no mundo humano.
Sophia começa a ajudar/influenciar William na escrita de seu primeiro livro,
que contará a história do povo da Leanan, e o amor dos dois cresce. Sophia sabe
que precisa da energia de William para sobreviver, mas conforme o tempo passa
ele vai ficando mais fraco. Ela precisa pensar em algo para salvar a vida de
ambos. O amor deles será forte o bastante para vencer todas as barreiras
impostas para esse romance?
Não vou dizer que não gostei do livro, mas confesso que
esperava mais. Achei a história um pouco fraca e fiquei um pouco confusa com
relação à personagem principal. N início da leitura a minha primeira impressão
foi de uma Sophia letal e imponente ao contrário de William, um humano como
outro qualquer, um cara legal com o dom para escrita que acaba se apaixonando
pela fada errada. Mas, ao longo do livro, vi as ideias se inverterem e William
se tornar um cara forte e decidido enquanto Sophia se transforma em uma fada
fraca e cheia de lamúrias.
Outra coisa que me decepcionou um pouco foi a autora não ter
explorado mais os personagens secundários. Lorena, uma fada amiga e apaixonada
por Sophia, Guillian, melhor amigo da Leanan Sidhe, que foi capaz de arriscar a vida para que ela se recuperasse de um "acidente", até mesmo Arawn, governador do mundo das fadas. Todos poderiam render grandes momentos na história, mas acabaram sendo deixados de lado.
O livro me chamou a atenção porque adoro esse tipo de história e acho que tinha tudo para ser excelente, não fosse por esses pontos. Mas ainda assim, é uma leitura que vale a pena. O tipo de escrita da autora é simples e fácil, o que acaba prendendo o leitor.
Autor: Carolina Munhóz
Editora: Fantasy – Casa da Palavra
Gênero: Literatura Nacional
Páginas: 304
Classificação: ⭐⭐⭐⭐
E então, pessoal, o que vocês acharam? Alguém aqui já leu algum livro da Carolina Munhoz? Não deixem de contar aqui nos comentários!


Achei interessante mas nunca li nenhum livro dela. Eu me arriscaria na leitura, esses livros de fantasia despertam a minha curiosidade. =]
ResponderExcluirBeijinhos
Oi Débora! Comecei a leitura com um pé atrás, mas vou te dizer, valeu a pena, estou bem curiosa pra ler mais alguns títulos dela, em especial o em parceria com a Sophia Abrahão <3 Beijos
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